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Como perder o medo de escrever

Por Cristiane Souza

Para medo de dirigir, autoescola. Para medo de elevador, escadas. Para medo de avião, ônibus. Mas para superar qualquer medo não é correndo dele que a gente se cura, é enfrentando-o. Por isso, o melhor modo de curar medo de escrever é escrevendo.

A resposta pode parecer simples e um tanto óbvia, mas para quem está sofrendo com a síndrome do cursor pulsante ou da folha de papel em branco, só pensar em escrever já é algo paralisante. E deste mal não sofrem apenas aqueles que têm pouco hábito de leitura e escrita. Até mesmo aqueles “seres iluminados”, nascidos para escrever, podem e sofrem deste mal algum dia.

Por isso, separei alguns dos principais motivos que encontro por aí como motivadores deste medo e, é claro, deixarei algumas sugestões que irão te ajudar a preencher de letrinhas todo aquele imenso espaço em branco que, frustrantemente, parece já ter migrado do papel ou tela para a sua cabeça. Mas não migrou. Pode ter certeza de que a sua cabeça continua cheiinha de ideias e aprendizados.

                                                                              Fonte da Imagem: Estúdio Trevisart

Obrigação de escrever

Esse é um dos pontos que a maioria dos textos travados têm em comum. Eles precisam ser escritos. É a redação do concurso. É o texto do blog. É a carta de apresentação. É o resumo do evento. É o artigo da dissertação. E esta história de ser obrigado a alguma coisa não trava só texto bom não… trava muita coisa na vida. Neste caso, como é impossível simplesmente retirar a obrigatoriedade do baralho, o jeito é utilizar o coringa e treinar escrever de modo mais livre. Algo como molhar primeiro os pés. Mas não vale ficar só nessa de molhar os pezinhos, quando chegar a hora tem que mergulhar de cabeça. Escreva sobre seu filme preferido. Escreva o resumo do seu dia. Escreva a lista de compras do mercado. Escreva comentários sobre os produtos da lista de compras, como por exemplo o que você pretende fazer com eles ou porque escolheu aquele item em vez de outro. E nada de se preocupar em escrever “correto”. O exercício é escrever livremente. Faça isso por pelo menos 1 semana. Tenho certeza de que a sua escrita já estará mais soltinha.

Escrever de modo formal

Esta formalidade não está apenas na estrutura do texto, está também no conteúdo. Uma dissertação tem uma determinada estrutura a seguir, um texto científico tem toda uma responsabilidade com os conceitos que pretende apresentar, um anúncio de venda, um convite de aniversário. Enfim, quase todos os conteúdos textuais têm algumas informações ou formatos específicos, que seguimos até mesmo para nos fazer entender de modo claro. Se este é o problema, deixa pra pensar nisso por último. É possível que você tenha maior trabalho para revisar, mas vai valer a pena. Escreva como quem está sentado à mesa numa conversa com amigos, pode até colocar nomes, conte a eles sobre as suas ideias, responda às perguntas que você acredita que poderiam surgir. Outra dica é gravar a si mesmo falando sobre o assunto. Ou seja, fale sozinho mesmo, e grave. Depois transcreva tudo o que falou. Agora que você já escreveu, é hora de formatar, organizar. Afinal, você já bateu a massa, precisa apenas colocar na fôrma pra assar. E lembre-se de untar antes, o que significa deixar a fôrma preparada, saber a estrutura ou conteúdo necessário, pesquisar. E isso pode ser feito antes ou depois de bater a massa. Quanto mais textos você colocar pra assar, mais habilidade e confiança irá adquirir.

Escrever errado

A gramática e a ortografia podem ser bastante simplificadas se você se habituar a ler. Leia sempre que tiver oportunidade. Crie oportunidades para ler. Esqueça as desculpas e leia o que tiver à mão, da bíblia aos encartes promocionais. Além da estrutura básica de texto, que você aprende naturalmente por meio da leitura, você precisa apenas saber as pontuações básicas para começar a escrever. Vírgula é uma pausa. Ponto de interrogação indica pergunta. E por aí vai. Novamente te convido a escrever livremente para só depois corrigir. Revise seu texto duas, três, quantas vezes forem necessárias. Utilize recursos como dicionário e a melhor e mais simples de todas as dicas, leia o seu texto em voz alta. É neste momento que você consegue perceber a necessidade de correções, ainda que não se recorde das regras.

Opinião dos outros sobre o que você escreveu

A insegurança é a maior de todas as vilãs. O que faz você acreditar que não consegue escrever. E o que faz com que a opinião dos outros ganhe tanta força que te impeça de se expressar. Aqui a sugestão fica como um incentivo: escreva. “É escrevendo mal que se aprende a escrever bem.” Esta frase de Samuel Johnson reforça que o negócio é praticar. E aproveitar das correções para se aperfeiçoar. Mesmo porque a escrita é uma atividade intrínseca do ser humano, uma forma de comunicação criada há mais de 5 mil anos e que você muito provavelmente utiliza todos os dias. Deixe a procrastinação de lado e comece a treinar. Escreva sem motivos. Escreva com motivos. Coloque em prática algumas destas dicas que escrevi aqui e depois me conte sobre os seus avanços na escrita. Vou esperar  seu bilhete, email, mensagem. Aliás, você já pode começar a escrever agora mesmo! Pratique aqui nos comentários!

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