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Desapegar para mudar

É uma questão de desapego. Começo de ano geralmente é tempo de limpar as gavetas. Se desfazer de coisas que já não lhe servem mais. Organizar aquilo que vai ficar. Odeio entulho, me desfaço de tudo. Se até as células do nosso corpo se renovam a cada sete anos, o que mais deve ser guardado? Limpo as gavetas pelo menos uma vez por semestre. As físicas. Já as gavetas aqui de dentro, das decisões, dos condicionamentos, dos sentimentos, essas a gente acaba esquecendo-se de limpar.

Mas sem essas limpezas periódicas, como é possível MUDAR?

Fonte da imagem: Agência Bolacha

Hm... Palavra errada, né?! Mude é uma palavra ruim porque é muito fácil transformá-la em Medo. Medo de mudar e estragar tudo. Em time que está ganhando não se mexe! Mas como crescer sem ousar? Se manter estático, com os mesmos pensamentos e opiniões, não nos permite avançar. É tudo uma questão de escolha, simples assim.

Hm... Palavra errada de novo? Maldito presente este tal de livre arbítrio, que nos torna eternos culpados. Mas pensando de forma estatística (afinal pensar de forma racional combina muito mais com empreendedoras como nós, por mais que a gente sempre se entregue a emoção), sendo o livre arbítrio a oportunidade de escolher entre dois caminhos dos quais você só conhece as certezas e as incertezas de ambos, mas nunca os percorreu totalmente, existirá sempre 50% de chance de acerto e 50% de chance de desacerto. Não há como se culpar por isso, é uma aposta, não há como acertar sempre. O único erro me parece não esvaziar as gavetas, permanecendo na confortável zona do passado.

Para relaxar a cabeça de tantos pensamentos fui ver um desenho no cinema numa segunda-feira dessas. Em certa cena, o pinguim protagonista abraça uma boneca vestida de havaiana e diz: “Me perdoe, boneca, não posso ficar. Sou casado com o perigo!”. O cinema inteiro riu, motivados pela voz galanteadora feita pelo pinguim. Eu ri de felicidade ao perceber que eu sou aquele pinguim. O pinguim que não teme correr o risco, mudar o percurso, aumentar a viagem porque, por mais certo que esteja do perigo que corre, está sempre focado no resultado que almeja. O pinguim passa por muitas dificuldades e desafios, se sente sozinho e derrotado, mas no final vence o inimigo, fica perto dos que ama e ainda vive uma grande aventura. Já a boneca fica presa ao avião que está fadado a cair ainda na metade do filme. É tudo uma questão de escolha. Ousar definitivamente não é seguro. Mudar é aquele produto que você compra em liquidação e ganha vários brindes que às vezes não servem pra muita coisa. Mas todos os caminhos que você percorre hoje em dia tem alguma bifurcação. E quando ela chegar será tudo uma questão de coragem.

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