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E se o seu filho quiser empreender?

Por Joyce Moysés

Eu penso nisso como uma possibilidade real. Mas tenho a impressão de que para muitos pais esta ficha ainda não caiu. Essa minha impressão ficou mais forte graças ao episódio que vou contar agora. Meu filho de 14 anos estuda numa boa escola, num bairro de imóveis bem valorizados. Não é a mais cara da cidade, mas está na média entre as opções de primeira linha. Pois bem... Nela, uma viagem de três dias a uma comunidade rural próspera, com o intuito dos alunos estudarem empreendedorismo, foi cancelada por falta de quórum. Eu inscrevi meu filho, animada com o aprendizado que ele teria. Mas a maioria dos outros pais não inscreveu, alegando falta de dinheiro (?!?!) Conta outra, vai.

Intuo que não consideraram o tema empreendedorismo relevante. Talvez ainda tenham uma visão antiga de que o sujeito parte para o negócio próprio somente quando não consegue avançar nos estudos e ingressar numa grande empresa, fazendo carreira executiva. Talvez pensem: “Gasto uma fortuna com educação para que meu filho seja doutor ou diretor de multinacional”. Precisam se informar melhor. Por três motivos:

Fonte: Google

1. Seu filho pode se dar bem - Não faltam pesquisas mostrando que o empreendedorismo está crescendo como opção para ganhar dinheiro, ter sucesso e realização profissional. Há quem agora brilhe no You tube (como fez a turma do Porta dos Fundos), crie um site inovador (como fez o inventor do Buscapé) ou resolva decolar várias startups com a ajuda de investidor anjo (assista a entrevistas na internet do genial Gustavo Caetano, presidente da Associação Brasileira de Startups e co-fundador da Samba Tech, e terá uma boa dimensão do que eu estou falando).

2. Seu filho pode querer - Mais e mais jovens saem da faculdade preferindo de cara empreender a vestir terno ou tailler e tentar carreira executiva. Não por acaso, segundo uma pesquisa do Sebrae em parceria com o Dieese, 41,3% dos que abriram pequenos negócios de 2001 a 2011 tinham de 18 e 39 anos. Quer saber? As grandes corporações estão com um “problemaço”. Ou mudam seu estilo de trabalho “moedor de carne” ou ficarão menos atrativas às gerações jovens, que buscam mais autonomia para agir e criar, mais qualidade de vida e retorno financeiro rápido (bastando que tenham uma grande ideia).

3. Seu filho precisa ter as habilidades - Indo direto ao ponto: mesmo que ele queira seguir carreira executiva, precisa desenvolver habilidades empreendedoras, como saber vender suas ideias, saber antecipar o que o consumidor quer, saber criar oportunidades de negócio... Todos os programas de trainees das empresas mais cobiçadas pedem candidatos com habilidades empreendedoras. Para que trabalhem por elas como se fossem sua, e assim produzir melhor e dar mais resultados aos acionistas.

Quando eu recebi o envelope da escola com meu cheque de volta e o aviso do cancelamento da viagem, fui aflita conversar com a coordenadora do Fundamental II. Ela adorou saber que eu valorizo o tema empreendedorismo. E, sabendo que estudo o futuro do trabalho no Brasil e que sou palestrante, me propôs que falasse aos pais. Topei, mas avisei que se tivesse a palavra empreendedorismo no título talvez a sala ficasse vazia. Decidimos que a palestra será sobre “como ajudar seu filho a descobrir os talentos dele”. Daí, vou surpreendê-los perguntando: e se o seu filho quiser empreender?

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