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Intraempreendedorismo

Empreendedorismo é uma atitude. Adotar uma atitude empreendedora irá gerar bons resultados na sua carreira executiva e na sua vida pessoal.

Fonte da imagem: Reprodução

As pessoas em geral, e especialmente as mulheres, costumam achar que a grama do vizinho é mais verde: quem está em uma empresa sonha com o dia em que vai abrir seu negócio, ser sua própria chefe, ter um horário mais flexível (mesmo que ainda seja puxado), não ter que lidar com office politics. Algumas efetivamente saem dos seus empregos e têm muito sucesso, outras não, e ainda há aquelas que escutam as histórias das que saíram e percebem que a realidade do outro lado da cerca não é necessariamente mais rósea. Pode ser ou pode não ser, mas o que é praticamente certo é que fácil não vai ser!

Mas o que tanto atrai no empreendedorismo? Cada um tem sua resposta, a minha é a sensação de autonomia, de ser responsável pelas suas atitudes e resultados. Mas será que não dá pra ter essa autonomia e também as vantagens de trabalhar em uma empresa estabelecida? Eu acho que dá sim. E não só isso, acho que ter uma atitude empreendedora dentro de grandes corporações é essencial, assim como ter uma atitude empreendedora na vida. Essencial para você e para a empresa.

O que é ter uma atitude empreendedora? É tomar a iniciativa e assumir a responsabilidade pela sua vida e pelos seus atos. Tomar as rédeas. Fazer acontecer. Não esperar que o outro faça. Não culpar o outro, o mundo, as circunstâncias pelo que não aconteceu, pelo resultado que não veio, pela venda não realizada. É também não ficar se culpando. Não deu certo? É hora de parar para analisar objetivamente o que houve, exatamente o que não saiu como o planejado e o que pode ser feito diferente da próxima vez.  Com objetividade e flexibilidade para ajustar o rumo e mudar a estratégia quantas vezes forem necessárias.

É manter o foco em resultado, porque como todo empreendedor sabe (ou aprende na prática) se a iniciativa ou ideia não se traduz em resultado (e aqui estamos falando de resultado financeiro mesmo), não se sustenta, não adianta, não para de pé. Não trouxe resultado? Revê, repensa, aprende com os erros, tenta por outro lado. Empreendedor tem que ser flexível. Não adianta só ter certeza de que tem o produto certo, a estratégia correta. Se o mercado não compra, algo está errado. Fazer o melhor brownie do mundo pode ser seu hobby. Mas fazer o brownie que o mercado acha o melhor do mundo é empreendedorismo.

Cristiane Piza é economista pela UFRJ e MBA em Finanças pela Columbia Business School e atua na área de Financiamentos Estruturados de um banco internacional. Possui vasta experiência em M&A, tendo atuado em diversas operações pelo ABN AMRO Bank em Nova Iorque e Idea Capital em São Paulo e também em private equity pelo Bioenergy Development Fund. É diretora e co-fundadora do Chapter Brasil do 85 Broads, grupo global para fortalecimento do networking entre mulheres executivas com 30.000 participantes no mundo.

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