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Empreendendo “com sangue nos olhos”

Por Bárbara Stock

Confesso que tenho vivido dias difíceis e de bastante reflexão. Agora, frases de pessoas que não deviam importar tanto batem no meu peito e fazem doer, coisas do tipo “se você trabalha tanto como diz e tem tantos problemas para resolver, então você não é uma boa administradora!” ou “só gente muito rica tem tantos incêndios para apagar!” No meio de minhas meditações a respeito das empresas, da vida e do que tenho feito e deixado de fazer (viver), junto a algumas frases soltas ao vento, mas que vieram muito a calhar para o momento, chego à seguinte conclusão: “You lose, you learn!” by Alanis Morissette. Tá, você pode estar dizendo: “Nooossa, ela descobriu o Brasil!” Não, não descobri, mas senti na pele o quão verdadeiro isso é e o quão poderoso e impulsionador isso pode ser.

Quem nunca?! Quem nunca enviou um e-mail cheio de expectativas, sabendo o quão brilhante ele estava e... nada? Nenhuma resposta, simplesmente o silêncio do outro lado da tela! Quem nunca recebeu promessas de negócio fechado... e nada? Nenhuma satisfação? Quem nunca foi ignorado pelo menos uma vez nessa vida, mesmo sabendo que tinha ouro a oferecer? E essas coisas causaram quais reações em você?

Photo Credit: kaneda99 via Compfight cc

Ouvi essa semana que o mundo não seria mundo se só existissem pensamentos positivos e não existissem os pensamentos negativos e, parando para pensar e avaliar minha vida, chego à conclusão que isso é a mais pura verdade. Vieram-me lembranças de coisas realmente grandiosas (para mim, pelo menos) que realizei e lembrei que muitas foram porque eu estava com sangue nos olhos, furiosa com a dúvida de alguém em relação a minha capacidade ou pelo fato de ter sido “ignorada” por outros “alguéns”. A sensação de “agora vou mostrar quem sou e o que sou capaz de fazer e construir”, às vezes é muito construtiva e combustível para ideias brilhantes serem executadas com perfeição.

Não tem a ver com rancor, tem a ver com: não podemos esquecer quem nos ajuda nem tampouco podemos esquecer quem nos nega, quem nos atrapalha propositalmente de continuar evoluindo em ritmo bom. São esses que muitas vezes nos fazem ir além até do que tínhamos em mente no princípio, isso é combustão para um verdadeiro empreendedor, que pode até se abalar com uma ou outra pedra no caminho, mas desistir, jamais! Afinal, perder uma batalha não significa perder a guerra e, em muitos casos, é preciso ser inteligente e dar passos para trás para, então, dar passos para frente novamente, mas com mais firmeza e resiliência.

Eu sempre encontro na música uma forma de me proteger, defender ou até julgar, o fato é que tudo na minha vida (por menor que seja) tem uma trilha sonora. Acabei de escrever esse artigo numa madrugada (nos embalos de meus pensamentos de sábado à noite) em 15 minutos. Claro que o tema já estava definido, mas em minha clausura desse lindo sábado e em gozo de minha juventude, optei por um crescimento e aprofundamento de minha mente.

“You live, you learn
You love, you learn
You cry, you learn
You lose, you learn
You bleed, you learn
You scream, you learn

Você vive, você aprende
Você ama, você aprende
Você chora, você aprende
Você PERDE, você aprende
Você sangra, você aprende
Você grita, você aprende”  Alanis Morissette

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