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Entrevista - Lia Elisabete Donini

Formada em Secretariado Executivo pela PUCPR, Lia Elisabete Donini iniciou suas atividades como estagiária no Cefet e Siemens. Realizou um intercâmbio para a Alemanha e ao retornar ingressou na Brose do Brasil, empresa alemã no segmento automotivo onde fez carreira. Iniciou como Estagiária em 1999, posteriormente passou a exercer o cargo de Assistente da Presidência. Ao longo dos anos, acumulou funções e foi promovida a Coordenadora de Marketing e Responsabilidade Socioambiental. Após 13 anos na empresa decidiu empreender e atualmente é proprietária da Franquia da Marca Rabusch, no segmento de Moda Feminina em Curitiba.

ER. Quando identificou seu potencial empreendedor?
Após 13 anos trabalhando na indústria automotiva, decidi fazer um trabalho de outplacement e reavaliar minha carreira. Realizei vários testes para verificação das minhas competências e habilidades e em conjunto com a coaching, identificamos um viés muito forte para o empreendedorismo.  Embora eu já  tivesse esse desejo, me fez bem ter essa confirmação formal de que realmente eu tinha condições de seguir nessa trajetória.

ER. Qual foi o maior desafio encontrado até hoje?
O varejo! É um segmento totalmente diferente do que eu estava inserida e acostumada. São muitas particularidades que eu desconhecia. Por outro lado, trago conhecimentos de grandes empresas o que ajuda na gestão de pessoas e também facilita nas questões operacionais do dia a dia, e obviamente estou tendo a  chance do aprendizado e crescimento nesse segmento.

Arte da imagem: Priscila Tescaro Consultoria em Comunicação

ER. Qualquer mulher pode ser uma empreendedora de sucesso? Independente da classe social, idade ou cultura?
Não vejo restrições. Temos acompanhado vários cases de mulheres a frente de negócios, sejam eles maiores ou menores, sendo bem-sucedidas. Obviamente considerando suas habilidades, fluxo financeiro e todas as variáveis inerentes ao negócio, mas em geral há um número crescente de mulheres empreendedoras fazendo sucesso independente de classe, social, idade ou cultura.

ER. Por que escolheu o modelo de franquias para começar um empreendimento?
Meu objetivo era associar-me a uma empresa maior, mais estruturada. Pesquisei várias opções de segmentos  e  investimentos. Como não era conhecedora desse  mercado e de suas artimanhas, o modelo de franquias foi uma opção mais segura de investir e usar a credibilidade da marca.  A Rabusch estava entre as três possibilidades de negócios que encontrei, após uma visita à matriz e contato com os fundadores, houve  grande empatia com eles e também uma forte identificação com a proposta de valor da marca.

ER. Quem ou o que te inspira?
Meu esposo. Ele é executivo de empresas e sempre me traz soluções e dicas preciosas, que fazem muita diferença na condução do negócio.  Sinto-me segura e amparada nas decisões. Além dele outros empreendedores, pois sabem a dificuldade do próprio negócio e compartilham as mesmas alegrias e angústias. E a maior inspiração está em mim mesma,  vencer desafios e melhorar a cada dia, acreditar em si para fazer muito mais do que se imagina!

ER. Você pratica algum exercício físico, terapia ou faz algo para ajudar a melhorar o desempenho profissional e ter mais saúde e disposição?
Faço ginástica duas vezes na semana e fiz terapia por vários anos, creio que devemos buscar equilíbrio entre corpo, mente e espírito.

ER. Alguma dica interessante para compartilhar com as mulheres empreendedoras?
Recentemente li o seguinte: O segredo do empreendedorismo é ter 100% de convicção com apenas 80% da resposta. Então, não desistam! Já dizia o físico alemão, Albert Einstein: “ Eu tentei 99 vezes e falhei, mas na centésima tentativa eu consegui, nunca desista de seus objetivos mesmo que esses pareçam impossíveis, a próxima tentativa pode ser a vitoriosa”.

ER. Participa de algum grupo de network feminino?
Estou buscando um grupo para me envolver,  pois entendo que a troca de experiências e as conexões podem trazer bons resultados pessoais e para o negócio.

ER. Quais os cuidados você têm para não perder a feminilidade?
Maior parte do meu trabalho é a partir do home office, pode-se pensar então que  caio da cama e de pijama vou para o escritório, nada disso! Gosto de me cuidar. Não sou uma pessoa da moda, mas empreendo nessa área e uma vez inserida nesse mercado, tento estar alinhada e estar de bem comigo. Creio que traduzimos várias facetas da mulher investindo na feminilidade, como cuidado, força, personalidade etc. O problema ocorre quando a  mulher fica reduzida à sua aparência. Temos muito mais a oferecer e conciliar feminilidade com talento, isto  costuma dar muito certo.

ER. Que música traduz você como pessoa ou profissional?
Não tenho uma música, mas me agrada esse poema de Augusto Branco, VIVA!

"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas que eu nunca pensei que iriam me decepcionar, mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, e quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida. E você também não deveria passar!
Viva!!
Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é "muito" para ser insignificante."

ER. O que deseja para os próximos 10 anos?
Ainda quando era Executiva de Empresas, sentia dificuldade em me vestir com qualidade e bom preço. Em conversas, sentia essa mesma dificuldade nas colegas. A Rabusch oferece exatamente isso,  um sonho de consumo viável, que alia qualidade e preço justo.  A minha intenção nos próximos 10 anos é expandir e fazer com que a Rabusch tenha o mesmo sucesso no Paraná como tem feito no Rio Grande do Sul e mais, ajudar as mulheres a sentirem-se mais seguras e com autoestima elevada para desempenharem um bom papel social e fazerem grandes carreiras.

ER. Se pudesse escolher uma única lição para deixar às leitoras do Empreendedorismo Rosa, qual seria?
Sejam persistentes. Às vezes o cansaço e as frustrações do negócio desanimam, ou até mesmo a saudade do salário que chegava todo mês na conta. Mas em certos momentos da vida chegamos numa encruzilhada e temos que escolher se vamos pela direita ou esquerda, depois de termos optado por um caminho, não adianta lamentar-se por não ter ido pelo outro. Até porque não é possível saber qual foi a melhor opção.

Telefone: (41) 3352 4944

Site: www.rabusch.com.br

E-mail: doninilia@gmail.com

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Valorizamos a mulher e todo seu universo pessoal e profissional. Inspiramos pessoas a realizarem ações empreendedoras e intraempreendedoras, contribuindo para um mundo mais inovador e produtivo. Acreditamos que toda mulher pode fazer acontecer!

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