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Entrevista - Susi Obal

Hoje, quero compartilhar o grande privilégio que tive de entrevistar a Susi Obal. Natural de Reichenberg, fronteira da Alemanha com a República Tcheca, foi naturalizada brasileira. Reside em Porto Alegre – RS desde a sua chegada ao Brasil em 1948.  Em 2014, completará 80 anos. Dotada de um charme impressionante, atravessou gerações e superou os mais diversos desafios enfrentados pelas mulheres. Nossa entrevistada segue trabalhando, nos dias de hoje, e possui uma história de vida e superação que leva à reflexão todos que a conhecem.

Fonte das imagens: Arquivo pessoal

ER. Quais características você considera essencial para ser uma empreendedora de sucesso?
Gostar do que faz. Vestir a camisa. Não desistir! Perseverança! E sonhar, pois somos do tamanho dos nossos sonhos.

ER. Qual foi o maior desafio encontrado até hoje como empreendedora?
Foi depois que me aposentei. Mudar o rumo aos 65 anos apenas com o apoio do marido.

ER. Quando não está empreendendo o que gosta de fazer?
Sou apaixonada por decoração, inclusive sou formada. Gosto de redecorar minha casa dentro das minhas possibilidades; gosto de encontrar e curtir os amigos; ler romances históricos, livros em alemão, histórias européias. Gosto de me atualizar. Reunir toda a família é muito gratificante. Adoro teatro também.

ER. Participa de algum grupo de network feminino?
Sim. Todos os grupos se intercomunicam. Comecei a frequentar a convite de amigas e ex alunas. Minha expectativa era de me sentir viva e atualizada, já me sinto. Esses grupos e pessoas fizeram e fazem toda a diferença. Perdi meu marido, meu companheiro por 57 anos e esses grupos me ajudaram a renascer.

ER. Quais as diferenças que você vê entre a geração da mulher que empreende hoje e a que empreendeu no passado?
As chances, em primeiro lugar. O mercado de trabalho está totalmente aberto. Na minha época eram poucos os cursos e não havia tantas opções de profissões. Outra diferença é o reconhecimento. Antigamente, por mais que uma mulher ocupasse cargos altos, ela não  tinha o devido reconhecimento. A empresa da minha família representava multinacionais de diversos países. Em uma empresa do Japão, meu pai me autorizou a fazer todas as negociações. Eu sempre enviava documentos assinados apenas com as iniciais do meu nome, até que um dia a empresa enviou um documento para o meu pai parabenizando pelo trabalho do seu “filho”. Foi quando meu pai revelou se tratar da sua filha. Do Japão retornaram que não podiam imaginar, pois lá isso não acontecia.

ER. Com qual empreendedora você gostaria de bater papo por horas?
Costanza Pascolato e Gloria Kalil, pela classe e elegância e com Rose Linck, esposa do fundador do projeto Pescar.

ER.  Se pudesse escolher uma única lição para deixar às leitoras do Empreendedorismo Rosa, qual seria?
Por mais que se dediquem a carreira e ao trabalho e sejam empreendedoras, não deixem de viver os momentos bons que a vida nos oferece fora do ambiente profissional. Não deixem de viver a vida pessoal.

Entrevista realizada pela colunista Thamires Freitas de Almeida - Bacharel em Ciências Contábeis, ex-auditora contábil de uma multinacional, proprietária e administradora da empresa STOT do Brasil, detém uma franquia da Multicanalidade ligada a holding SMZTO Participações. Conselheira do Conselho da Mulher Executiva – CME e do Conselho de Jovens Empresários – CJE da Associação Comercial do Paraná – ACP. Sócia fundadora do Interact Clube Cachoeirinha – RS, grupo de jovens ligado ao Rotary Clube, atuou por 3 anos sendo presidente na gestão 2008/2009.

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