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Fazer o bem, olhando a quem!

Por Priscilla Vogt

Ao ficar sabendo que várias leitoras andaram pedindo temas relacionados à área social, fiquei muito feliz e empolgada para redigir essa matéria, pois percebo um movimento muito forte de pessoas que passaram a se preocupar cada vez mais com problemas sociais. Antes de entrar especificamente neste assunto, quero falar sobre o pensamento do psiquiatra austríaco Viktor Frankl, fundador da escola da Logoterapia, porque acho que tem tudo a ver. Sua abordagem acredita que todo ser humano está em busca de sentido na vida e explica que o trabalho pode ser uma forma de realizar este sentido ao buscar fazer algo para o outro, além de mim. Frankl fala que a pessoa não encontra o sentido no trabalho, mas encontra um trabalho que possa realizar o sentido de sua vida. Por isso, quando me deparo com alguém que quer contribuir através do seu trabalho para o bem-estar e qualidade de vida do outro, penso que esta pessoa já encontrou seu sentido na vida.

Fonte da imagem: Estúdio Trevisart

 

E já que estamos falando sobre contribuir para o outro, existem hoje várias maneiras de se atuar na área social, podendo a pessoa abrir o próprio negócio ou atuar dentro da própria empresa. A respeito disso aproveitei para trazer alguns conceitos propostos por grandes organizações que são referências na área.

De acordo com a ASHOKA (organização internacional pioneira no fomento a empreendedores), “os empreendedores sociais são indivíduos com soluções inovadoras para os problemas sociais mais prementes da sociedade. São ambiciosos e persistentes, enfrentando as grandes questões sociais e propondo novas ideias de mudança em larga escala”.

Para Yunus Negócios Sociais Brasil, “negócios sociais são empresas que têm a única missão de solucionar um problema social, são autossustentáveis financeiramente e não distribuem dividendos”.

Já a responsabilidade social “é quando empresas, de forma voluntária, adotam posturas, comportamentos e ações que promovam o bem-estar dos seus públicos interno e externo”. Pode ser considerada uma prática ou estruturado um setor na empresa apenas para esta finalidade.

Para as empreendedoras que realmente pensam em trabalhar em prol de interesses coletivos, sugiro assistir ao documentário: “Quem se importa?”, da diretora Mara Mourão. Ele fala sobre iniciativas de empreendedorismo social espalhadas em sete países, incluindo o Brasil.

Enfim, espero poder ter motivado ainda mais as colegas que já estavam pensando em investir energia em um negócio social e, quem sabe, despertar o interesse daquelas que nunca pararam para pensar no sentido da vida por este ângulo.

Bora fazer o bem!

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