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Inspirada por uma menina, seu nome, Malala

Por Karla Tobar Fabro

Convidei meu marido para assistir o filme-documentário, “Malala” – (He named me Malala). Sentia que de alguma forma o filme desta paquistanesa que hoje tem 18 anos e ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2014, que teve sua história anunciada pelos mais importantes noticiários do mundo após ter sido ferida na cabeça pelo Taliban em 2012 por defender e exigir o direito das meninas à educação era para mim um chamado.

A trama dirigida por Davis Guggenheim, reconhecido pelo seu trabalho de grandes documentários, é uma mistura de animação – o velho e o novo com locução. Uma releitura sutil que mostra uma Malala real, uma adolescente que estuda, come pizza, brinca e briga com os irmãos, que admira sua mãe e seu pai, e que acima de tudo vai atrás dos seus sonhos, daquilo que acredita e quer realizar como uma menina comum, algo que foi incentivado desde criança pelos seus pais, os quais ela não considera nada comum: “Se eu tivesse um pai e uma mãe comuns, eu teria dois filhos agora”.

Karla fonte: educacaoeuapoio

 

Malala leva o nome de uma heroína, que segundo a tradição pashtun, Malalai Maiwand, foi quem estimulou seus compatriotas à vitória contra tropas britânicas recitando um verso sobre o martírio, parece que atribuiu a ela uma força única e própria que a impulsiona e que sem dúvida a tornou quem é... “Meu pai só me chamou de Malala, ele não me fez Malala”.

A inspiração pela qual fui tomada ao sair do cinema, me levou a algumas reflexões e insights a respeito do mundo que quero para meus filhos e gostaria para as crianças que serão nossos futuros adolescentes e adultos:

#1 – Deixemos as crianças sonhar, nunca saberemos o poder de cada sonho se o matarmos antes mesmo que ele possa nascer... “Eu vou proteger a sua liberdade, Malala. Siga em frente com seus sonhos”, disse o pai, “não me perguntem o que fiz, me perguntem o que não fiz, Eu não cortei suas asas”.

#2 – Permita e pratique a liberdade de escolha, já comentei sobre isto em um texto anterior, agora só tenho mais certeza do quanto isto é importante para o desenvolvimento das nossas crianças.

#3 – Escutemos o que as crianças têm a dizer, quando uma delas pedir para falar, preste atenção, escute-a de verdade, queira entender o que ela está lhe dizendo... ”Não sou uma voz solitária. Sou muitas. Nossas palavras são mais poderosas que armas”.

#4 – Nunca se esqueça de que mesmo tendo responsabilidades e algumas obrigações, crianças são crianças, então as deixe ser isso, apenas crianças.

#5 – Ensine a importância de praticar o perdão, e pratique-o também. Guardar mágoas só fará com que cresçam e se tornem adultos amargos.

#6 – Mostre que é possível aprender com tudo e com todos, todos os dias, desde a mais simples lição de gentileza, até a GRANDE ideia.

#7 – Embora existam coisas e momentos difíceis, eles não duram para sempre.

#8 – Sentir saudades é normal, te faz cultivar na memória as lembranças de momentos importantes com carinho e a vontade de querer voltar no tempo, mesmo isso não sendo possível fisicamente.

#9 – A relação que se constrói com o pai ou a mãe sempre será única e forte o suficiente para ajudar enfrentar qualquer dificuldade.

#10 – Eduque, incentive o aprendizado, o questionamento, o crescimento e o desenvolvimento das crianças, ela tem direito a isso... ”Uma criança. Um professor. Um livro. Podem mudar o mundo”.

Será que uma criança tem a capacidade de ensinar algo tão grande para nós adultos? Para os que estamos abertos e que nos colocamos disponiveis, este aprendizado acontece. O relato da vida de uma pessoa, uma adolescente que é capaz de mobilizar autoridades e celebridades pelo seu sonho, também pode mobilizar você.

Deixe-se tocar por esta história e pelo olhar de cada criança, afinal...“Há um momento em que você tem de escolher, entre silenciar e se rebelar”assim nos diz Malala Yousafzai.

 

 

 

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