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Já pensou em tirar férias?

Por Joyce Moysés

Trabalhar é ótimo, enobrece a mulher. Mas talvez seja a hora de aliviar a cabeça, desligar-se do negócio e das preocupações com clientes, funcionários, parede rachando, aluguel... Faz sentido não querer nunca se ausentar das atribuições por se julgar insubstituível? Faz sol lá fora e o próximo voo para o paraíso está quase decolando. Eu vou nessa, assim que concluir o livro (faltam dois capítulos de dez) que escrevo como ghost writer do presidente de uma empresa famosa.

Delegue: Pesquisa da professora Betania Tanure, da Fundação Dom Cabral, mostrou que 30% dos profissionais não tiram férias há três anos ou mais e 50% escapam, em média, dez dias no ano. Eles acreditam que a empresa não pode viver sem eles, quando costuma ser o contrário. “Alguns chefes não conseguem se ausentar porque têm dificuldade de delegar tarefas”, concluiu ela.

Fonte da imagem: Corbis Imagens


Equilibre: Aprendi com um amigo, o coach Armando Comitre, que o verdadeiro sucesso é equilibrar o que ele chama de TED - Tempo, Energia e Dinheiro. Ter tempo de sobra sem energia (qualidade de vida) e sem dinheiro não interessa. Ser uma usina de energia faltando o resto também não. Por fim, exibir uma conta bancária gorda, mas viver lutando contra o relógio e exausto mostra descompasso. É como um passarinho preso numa gaiola de ouro.

Premie-se: Ele conhece empresários que acumularam muito dinheiro, mas perderam família e até a saúde. Alguns morreram cedo, outros não viram os filhos crescerem. “No fundo, são escolhas de vida. Felizmente, uma nova geração de empreendedores busca equilibrar seu TED. Não quer repetir a história dos pais, então separa tempo para o lazer e prima pela qualidade de vida, tendo isso como base para que seus projetos sigam adiante. É como se fosse uma autopremiação para cada etapa cumprida. E não há melhor ‘combustível’ motivacional, desde que usado de modo consciente, para não atrapalhar o planejamento financeiro e a dedicação que o negócio exige”, alerta ele.

Negocie: Como agir quando o(a) sócio(a) torce o nariz só de ouvir a palavra férias? Com habilidade política e limando a crença de que sua ausência resultará em perda. “Negociar, simples assim”, orienta Armando.

Tirar, ao menos dez dias, permite olhar com distanciamento as situações do cotidiano e clarear as emoções. Trabalhar estressada pode comprometer o negócio muito mais do que uns dias de férias. Voltamos mais confiante dos projetos e com saúde para avançar. Fora a importância de conhecer novos lugares, hábitos, sabores, conversas. É uma recompensa que paga à pessoa mais importante da sua vida: VOCÊ.

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