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Laços familiares X empresa familiar

Por Leonardo Grissoto

Empreendimentos familiares são muito mais comuns do que se pode imaginar. Estudos recentes apontam que cerca de 80% das empresas registradas em todo o mundo todo são formadas por familiares, e só no Brasil essa porcentagem sobe para 90%. No entanto, nem metade delas não sobrevive nem mesmo à segunda geração e muitas vezes a falta de planejamento e erros de gestão são os grandes vilões.

Abrir mão do cargo em uma empresa e abrir o seu próprio negócio é um dos sonhos que permeia a mente de quase todos os que sonham com a chamada “liberdade profissional”. Tomada a iniciativa, não é incomum que se busquem pessoas de confiança, o que leva a grande maioria a iniciar sua empresa em sociedade com membros da família. O que pode ser uma atitude acertada e de sucesso promissor, pode também trazer muito desgaste, caso não haja uma gestão firme.

 

Fonte da Imagem: Estúdio Trevisart

O número de empresas familiares em busca de um consultor que possa lhes indicar um direcionamento mais certeiro vem crescendo a cada ano. Diante da procura, é possível mapear os principais deslizes que assombram as empresas familiares e, com isso, esclarecer as dúvidas de todos os que almejam criar a sua, mas ainda se sentem inseguros diante das estatísticas.

Ausência de regras claras, falta de planejamento estratégico e plano de ações a longo prazo, além da interferência de relações pessoais na rotina de trabalho são alguns dos erros mais comuns cometidos por empresas familiares. A resistência para mudanças e adaptações ao mercado também é outro fator que pode prejudicar o sucesso do negócio.

Empresas neste formato tendem a possuir uma gerência extremamente centralizada, já que o cargo mais alto costuma ser ocupado pelo membro mais velho da família – outra característica marcante. Por possuir um controle monopolizado, o gestor tende a se sentir sobrecarregado e deixar pouco espaço pra novas ferramentas ou metodologias, e isso reflete muito no desenvolvimento dos negócios. A força do hábito, claramente impressa na frase “sempre fizemos desse jeito”, também demonstra a resistência a inovações, o que acaba pesando negativamente ao passar do tempo.

No entanto, é importante frisar que empreendimentos formados por membros da mesma família possuem inúmeros pontos fortes que também devem ser considerados.  Estrutura administrativa e operacional enxuta, confiança elevada entre funcionários, sistema menos burocrático, maior espaço para diálogo e troca de ideias, respeito por diretores e fundadores, compreensão mutua entre integrantes da empresa, além de laços afetivos que exercem função extremamente importante no dia a dia são apenas alguns dos fatores que devem ser levados em conta.

Investir em pessoas (sejam membros da família ou não), refinar processos (financeiros, produção, comerciais, RH, etc) e melhorar produtos e serviços por meio de pesquisas (deixando de se basear somente na opinião dos fundadores) são os primeiros passos para mudar o quadro de crise. Com esses três pilares bem alinhados e integrados, o fundador começará a confiar mais em todo o sistema, pois irá produzir e entregar aquilo que ele espera, ou melhor.

A força e a fraqueza do modelo empresarial familiar está no mesmo fator: a família. Ao mesmo tempo que trabalhar com parentes pode gerar tensões e desconfortos, é imprescindível frisar que, com uma visão de mercado apurada e postura profissional adequada, é justamente o fato de estar em família que pode levar a sua empresa ao topo do sucesso.

 

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