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Leitora Rosa - Alessandra Langner Cordeiro

Tenho 21 anos e sou uma pessoa que, apesar da pouca idade, já trabalhou em várias funções: vendedora, caixa, tosadora, recepcionista, auxiliar de produção, auxiliar de escritório, web designer, panfleteira, garçonete, limpeza e fiz alguns trabalhos voluntários com teatro e dança para adolescentes. Comecei a trabalhar com 12 anos e nunca consegui me contentar com nada. Entrava em um emprego e saía com a mesma facilidade, odiava ficar presa, mesmo que tivesse um salário que eu considerasse bom.

Minha mãe trabalhou boa parte da vida como autônoma, teve uma loja de pisos e atualmente tem um pet shop e nunca me recomendou trabalhar dessa maneira. Ela e meu pai sempre diziam: “Estude, faça um concurso público para você ter estabilidade.” Mas eu nunca gostei muito do termo “estabilidade”, sempre quis algo mais, encantam-me os desafios e a possibilidade de mostrar que tenho capacidade. Mas nunca tive coragem para encarar algo que não tivesse a” tal da estabilidade”, então continuei a entrar e sair de vários empregos.

Mas o que eu nunca deixei de fazer foi ler artigos, livros e matérias sobre empreendedorismo. Eu amo ler sobre pessoas que obtiveram sucesso, que enfrentaram desafios e realmente amam o que fazem, pessoas que não ficam torcendo para chegar sexta-feira e reclamam quando acaba o final de semana. Esses relatos mexeram comigo, e fizeram acender uma chama pequena dentro de mim que dizia que eu havia nascido para algo mais, que eu tinha algo para mostrar ao mundo. Mas como a minha autoestima não era lá essas coisas eu geralmente pensava: “Essas pessoas têm talento, sabem falar em público, sabem negociar, cantar, dançar, liderar, escrever, influenciar. Elas nasceram com esse talento”. E, quando alguém me perguntava qual era o meu talento, eu respondia: “Eu tenho o talento de não ter talento para nada”. Não sei falar bem em público, nunca fui boa em artes, não conseguia convencer as pessoas, só que algo dentro de mim ainda falava que eu tinha capacidade para fazer algo diferente. Conheci alguns blogs que eu comecei a acompanhar e os principais foram o Empreendedorismo Rosa e o Geração de Valor. Eu lia esses blogs diariamente, quase como algo sagrado, aquelas histórias me inspiravam, até que um dia eu li o livro “A Menina do Vale”, da Bel Pesce, e uma frase me impactou: “Quando uma distração toma o seu coração (...) aquilo pode potencialmente virar a sua vida.”

Aquela frase me deu um tapa na cara, eu a salvei na tela do meu computador e olhava todos os dias para ela. Mas sempre me vinha aquela dúvida: o que eu posso fazer? Até que um dia eu encontrei uma amiga que trabalhava como corretora de imóveis e estava se dando bem. Duas horas depois de ter falado com ela, eu entrei na internet, peguei o telefone de uma imobiliária que estava contratando, liguei e marquei uma entrevista. Lá me explicaram que eu seria autônoma, associada à imobiliária e teria ganhos sobre as minhas vendas. Então pensei comigo: por que não? Trabalhei muitos anos como vendedora, sou filha de vendedores e se tem algo que eu consigo fazer é vender. E mergulhei de cabeça. Hoje eu amo o que faço! No entanto, nada que dependa única e exclusivamente de você e do seu esforço é fácil, mas, se fosse fácil, não teria a mesma graça. Garanto que é recompensador, pois hoje posso dizer que eu me encontrei. Tenho planos para o futuro, mas, por ora, não poderia estar mais feliz.

Mas, se não fossem todas as histórias que li sobre a coragem de algumas pessoas de darem a “cara a tapa” e irem atrás do que querem, talvez eu ainda estivesse dentro de uma indústria fazendo a mesma coisa repetidamente, todos os dias, esperando ansiosamente pela minha folga e reclamando quando ela acabasse.

Enfim, nada que realmente vale a pena é fácil e agradeço ao Empreendedorismo Rosa por ter me desafiado e me dado a coragem para ir atrás dos meus sonhos.

Um grande abraço,

Alessandra

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