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Leitora ROSA - Marianne Borges

Por  Marianne Borges - Proprietária da Stilla Acessórios Contemporâneos

Olhando para trás percebo que não aguentei esperar o desenvolvimento de carreira, as promoções, o sonho idealizado da mulher executiva. Não tive paciência. Pode ter sido precipitado, mas se tivesse seguido naquela direção, hoje não estaria experimentando e gostando muito de empreender. De qualquer forma, as experiências nos caminhos que trilhei me deram base para conseguir perceber meu negócio com mais maturidade, com pé no chão, plantando sementes e planejando para conquistas sólidas.

Passei por grandes empresas no Brasil e tive experiências internacionais enriquecedoras, como o estágio na época da faculdade no departamento de marketing da empresa de correios na Grécia na véspera das Olimpíadas e mais tarde uma vivência profissional na LVMH – Louis Vuitton Moët Hennessy, em Paris, quando morei na França acompanhando meu marido que cursava uma especialização profissional. Sempre fui muito observadora e desenvolvi a visão sistêmica sobre os processos, já que atuava na área de desenvolvimento de projetos.  Mas também sempre tive um espírito empreendedor. Quando ainda na faculdade, era estagiária de uma multinacional e recusei a efetivação para ir para uma empresa menor, onde poderia estar junto dos empreendedores e aprender mais do negócio, das fases de desenvolvimento. Era realmente uma inquietude. Foi ela que me fez voltar ao Brasil e recusar novamente uma posição no escritório da Moët Hennessy, em São Paulo, continuando o trabalho que fazia na LVMH, mas no meu país. Queria estar em Curitiba e abrir meu negócio, afinal eu estava grávida da minha primeira filha e queria estar perto da minha família. Tinha um recurso financeiro, mas pensava em franquia. Busquei opções, estudei, mas novamente veio uma pergunta: “e aí, não vai criar nada?”. Queria fazer do meu jeito, ir experimentando, aprendendo com os erros.

Fonte da Imagem:
Stilla Acessórios

 

Entre mudanças e reviravoltas, uma delas bastante sentida que foi a morte prematura do meu pai, precisei arregaçar as mangas e partir para a atuação. Desta vez, com um valor bem abaixo do que planejava investir, já que não podia contar mais com os recursos que imaginava que teria com o apoio financeiro dele.  Tendo decidido que não seria uma franquia, sabia também que o negócio seria para mulheres. Minha passagem pela França havia despertado o interesse por algo relacionado à moda, mas foi mesmo um convite da minha irmã para visitar uma feira de atacado de semijoias que selou meu futuro. Fui de curiosa para a feira em São Paulo e de lá voltei com o primeiro lote de peças para revender. Fui experimentar esse mundo novo que leva para as mulheres produtos que podem renovar o guarda-roupa, embelezar, fazer a diferença na hora de compor um visual. Fui revendedora de porta a porta e percebi já no primeiro mês que o negócio vendia bem e poderia dar lucro, mas precisava colocar mais pessoas para vender. Compreendi que não importava qual era o produto, se a proposta de negócio fosse bem formatada e houvesse cliente, o empreendimento iria em frente.

 

Foi no acessório feminino que vislumbrei a possibilidade do negócio com marca própria, de vender com diferencial. Durante um ano testei muitos fornecedores, entendendo como as peças eram aceitas, o que as clientes queriam, o que dava certo e o que não. Da percepção inicial do negócio com marca própria, um ano após iniciar como revendedora, já estava produzindo as primeiras peças da Stilla Acessórios Contemporâneos para que outras mulheres pudessem revendê-las. Sabia que as mulheres, as clientes finais, buscavam bom design a preço acessível. Peças com bom gosto e qualidade que não pesassem no bolso e, assim, as compras pudessem ser constantes. As clientes adoravam novidades e o mundo dos acessórios acompanha a moda, por isso é preciso sempre desenvolver algo novo sem fugir da identidade da marca. Hoje, quatro anos depois, trabalho com toda uma linha que tem a concepção da Stilla, a visão de mercado para o perfil da mulher que é nosso foco. Queremos vender estilo através do acessório feminino.

A Stilla é voltada para a venda direta, para que mulheres que querem complementar sua renda ou trabalhar com um negócio próprio com posicionamento, flexibilidade e suporte de gestão encontrem na marca o que buscam. Sabemos a necessidade da cliente final para poder oferecer coleções que as encantem, por meio de uma rede de consultoras que recebem total apoio da Stilla para desenvolver seu negócio. Chegamos à cliente final por meio do sonho de outras mulheres em desenvolver o seu próprio negócio. É para elas que desenvolvemos peças exclusivas e um modelo de negócio com total suporte de gestão.

Durante esses anos de condução da minha empresa aprendi que meu perfil empreendedor, aliado à busca constante de capitação e uma boa rede de contatos, é a chave para fazer meu negócio crescer.  Acredito que a Stilla está no caminho rumo não somente ao meu sucesso, mas como o de uma grande rede de mulheres, cada vez mais seguras dos resultados que estamos obtendo.

 

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Valorizamos a mulher e todo seu universo pessoal e profissional. Inspiramos pessoas a realizarem ações empreendedoras e intraempreendedoras, contribuindo para um mundo mais inovador e produtivo. Acreditamos que toda mulher pode fazer acontecer!

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