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Mater Cura

Em primeiríssimo lugar gostaria de agradecer o convite da Lênia Luz e de toda equipe do Empreendedorismo Rosa para eu integrar este grupo de mulheres. É com muita honra que aceito este desafio.

Fonte de Imagem: Tumblr

Como não podia deixar de ser, aconteceu em um OUTUBRO ROSA! Digo isto porque é conhecido, creio que internacionalmente, que “outubro rosa” é o mês de conscientização contra o câncer de mama, dado que o diagnóstico precoce tem enorme potencial de cura. No entanto, para mim, é bem mais que isto, é o mês da CONSCIÊNCIA de CURA (precisamente da origem da cura) de maneira muito mais ampla!

Além de psicóloga, sou sanitarista e artista plástica, com isso meu olhar não foca apenas a prevenção do câncer de mama, quero ir além dando um zoom no fenômeno social e existencial de tantos silêncios ( análogos ao câncer) e a representação do Feminino no Universo do Ser Humano. Somos indivíduos coletivos, inteiros (bio-psico-sociais). Cada escolha nossa repercute em nosso entorno, na maioria das vezes sem nos darmos conta.

Outubro Rosa para mim é: “MATER CURA”. Cura – “remissão de sintomas” – é como definimos na macroárea de saúde. E, é o que por milênios o ser humano busca, criando através da história das civilizações, nestas buscas, tantas outras doenças. Assim o homem produz a doença e corre enlouquecido e guarnecido, financeiramente, para aniquilar o que ele (ser humano) mesmo produziu, gerando mais riquezas e mais desigualdades.

A palavra Mater tem diversas origens, no entanto, em quase todas, os mesmos significados: MÃE, MULHER, MATRIZ, FAMÍLIA, GENITORA, FEMININO. Em latim é substantivo para geradora, fonte, origem, terra natal, deusa-mãe, virgem Maria.

Adotei em minha vida o mês de OUTUBRO como o período da CONSCIÊNCIA, DA ORIGEM DA CURA: AMOR = Mater Cura.

Em meu consultório, sempre me chamou muito a atenção como a mulher, ao longo de sua busca por um lugar ao sol, vem se masculinizando e sofrendo diversos males físicos que são associados ao stress do mercado de trabalho, fora o aumento dos problemas de fertilidade. E com isto estamos sofrendo ainda mais como civilização. O mais nocivo dos silêncios não está só no câncer de mama, mas no silenciar de nossa feminilidade! Curar a origem da vida, a semente de criar e gerar, de maneira alguma se dissocia da sua natureza, devemos conquistar integrando e não segregando, como tem sido pela energia masculina.

Somos o seio da civilização e é imperativo que nos conscientizemos deste fato, com isto quero enfatizar que existe muito a fazer, mas precisamos iniciar em nós mesmas. Precisamos tanto da realização pessoal, como familiar, social, espiritual. Não devemos “ir” ao mercado de trabalho, abandonando nossas outras fontes de satisfação. Somente INTEIRAS, em nossos desejos e prazeres, transmitiremos alegrias e felicidades ao nosso próximo, seja este um filho, companheiro, chefe, ou qualquer ser humano que cruzar nosso caminho!

Vamos rosear com consciência de nosso papel social?

Beijos,
Bete Pimentel

Elisabete Della Rosa Pimentel é psicóloga pela UNIP desde 1988, sanitarista pela USP, Artista Plástica pela FAAP. Cursou doutorado como ouvinte na Biologia (USP), desenvolveu pesquisa do “DNA do inconsciente coletivo”. Dirigiu e Fundou uma ONG sobre HIV junto com os combonianos do Vaticano. Ministrou aulas em Saúde Mental e Coletiva para alunos de Medicina e Enfermagem. Membro da Equipe gestora da unidade Básica de Saúde da Santa Casa. Tem artigos publicados em revistas; consultora da Jovem Pan/AM.
Em 2000, iniciou um caminho pela Arte e Tecnologia, fazendo Desktop Publishing na escola Panamerica, realizou como Design algumas coleções de jóias. É sócia fundadora do projeto MULHERES QUE FAZEM _ Empresa e Programa de TV na Web, na qual hoje é Diretora , Apresentadora e Ancora da TV- Wntv.

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