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Minha Mãe...Minha coragem

Por Lênia Luz

Ao sermos desafiadas, como colunistas, a escrevermos sobre em que nossas mães influenciaram na nossa caminhada profissional, na hora me veio à palavra CORAGEM.

Minha mãe poderia ter sido considerada na época dela, uma Workaholic, mas hoje fazendo um feedback, não a vejo assim, ela trabalhava mais por amor ao que fazia do que pelo dinheiro que recebia. Uma grande enfermeira, uma parteira (hoje são chamadas de DOULAS) que não ia apenas à hora do parto, mas acompanhava as mães desde os primeiros momentos que seus bebês indicavam que estavam chegando ao mundo. Lembro-me de muitos médicos chegarem apenas para a finalização do parto, mas o reconhecimento destas clientes/parturientes era sempre dado à mamãe. Era sempre a referência na vizinhança de onde morávamos, qualquer dorzinha de cabeça, batiam na porta de nossa casa para conversar com a enfermeira Elyesita, mais conhecida como D. ZITA. Nunca se negou a um “atendimento” mesmo muitas vezes chegando cansada de plantões seguidos que fazia no hospital.

Fonte da imagem: Nanci Novak

Eu, por ser a caçula e, algumas vezes, não ter com quem ficar, ela me levava para os plantões no hospital. Era tão necessária em sua função que permitiam que eu ficasse junto, pois do contrário ela não iria. Vi muitos bebezinhos que tinham acabado de nascer, fiz muitas bolinhas de algodão no posto de enfermagem e tomei muitos milk-shakes na lanchonete do hospital em plena madrugada. Talvez algumas pessoas achassem tudo isso um absurdo, mas para nós era mais uma oportunidade de estarmos juntas.

Mamãe foi (e é) uma mulher que acolheu sempre todos em sua casa, fosse da família ou não. Dificuldade? Ela nunca conheceu esta palavra, sempre foi atrás de resolver o que tinha para resolver e ainda ajudando sempre quem necessitasse de seu auxilio. Mas na vida nada fazemos sozinho e ela contou sempre com outra grande guerreira ao seu lado, minha avó Iracema.

A grande lição aprendida com ela é que dificuldade tem somente um caminho, a busca da solução, que quando temos como foco o bem – estar de nossa família, podemos virar a noite trabalhando que no outro dia nosso cansaço se refaz no carinho de um filho. Aprendi que fazer o que amamos nos faz ser especialistas em nossas escolhas profissionais. E por fim aprendi que é preciso dizer não para as pessoas, pois nem todos entendem a sua bondade e generosidade, apesar de ela ser sempre a mulher do sim.

Mãe seu nome é CORAGEM e o meu também!

Beijos de amor eterno por você, sua filha “raspinha do tacho”,

Lênia Luz

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