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Muito mês para meu salário...

Por Sandro Schmitz

Uma reclamação constante de nossos clientes para consultores de investimentos é o que pode ser sintetizada na frase que dá título ao nosso artigo do mês: “mas, Dr., tem muito mês para meu salário e o senhor ainda quer que eu poupe?”. Sim, apesar dessa situação, existe luz no fim do túnel e não é a do trem em sentido oposto, mas exige disciplina.

O grande problema colocado é o fato da pessoa receber no dia 05 do mês e no dia 10 já estar sem dinheiro. Daí procura um consultor de investimentos e a primeira coisa que falamos é que a pessoa precisa poupar. Já ouvi algumas vezes: “assim fica difícil”. Mas, vamos lá, afinal existe solução, e é sobre isso que irei falar no artigo desse mês.

A base da economia é justamente administrar recursos escassos frente a desejos infinitos. Dessa maneira, é necessário que façamos o trabalho da forma correta sempre. A melhor forma é partindo do início, ou seja, da premissa de que existem bens substitutos e bens não substitutos. Existem bens dos quais não se pode abrir mão, tais como alimentos, medicamentos, roupas, enfim. Já de outros podemos abrir mão, ou, ao menos, substituí-los por bens mais baratos. Mas, como fazer isso?

Fonte: Google

A palavra de ordem é bem conhecida por qualquer empreendedor: planejamento. Podemos levar para a nossa vida pessoal parte do planejamento financeiro de nossa vida profissional. Assim como na vida profissional, nossa vida pessoal possui custos fixos e custos variáveis, tendo conhecimento desses custos fica muito mais simples planejar nossa estrutura financeira. Por melhor que se ganhe ninguém jamais irá ficar financeiramente bem caso não compreenda o mecanismo de poupar e investir, e esse mecanismo passa necessariamente pelo planejamento.

O começo é simples, faça uma tabela com todos os custos fixos da casa, tais como: aluguel, combustível do carro, transporte público para quem não possui carro, financiamentos em aberto, supermercado, alimentação, médico, escola, dentre outros. Depois coloque todos seus custos variáveis, tais como luz e água, visto que não tem um valor fixo mensal, mas estimado. Na outra ponta coloque as receitas da casa, ou seja, a soma de todos valores que ingressam na residência, se o saldo for positivo, ótimo, se for negativo, temos um problema, tendo em vista que a casa está em déficit.

No primeiro caso, iremos apenas verificar quanto está sobrando e a possibilidade de começar a fazer uma poupança para garantir essa casa, mas, no segundo caso iremos ter de verificar a situação real das finanças da casa, pois será necessária uma nova estruturação financeira da casa, tendo como objetivo primeiro recuperar a solvência da pessoa para, posteriormente, iniciar um processo de poupança. O importante no momento é que as empreendedoras compreendam a importância de ter clara sua real situação financeira hoje, pois apenas assim se pode estabelecer um bom planejamento financeiro. Afinal, como já dizia Sêneca: “não existem bons ventos para quem não sabe onde quer chegar”. Portanto, precisamos fazer que exista mais salário que mês, ainda que sobre um pouco apenas. Até a próxima.

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