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Mulheres, essas gastadoras. Até onde essa afirmação é verdadeira?

Por Sandro Schmitz

Passamos muito tempo de nossa existência perdendo valiosos momentos com assertivas que, na maior parte das vezes, acabam por não se comprovar. Como minha coluna é de economia, especificamente sobre investimentos, planejamento financeiro e temas afins, é importante tocarmos nesse tema desde o princípio. Então, as mulheres são ou não mais gastadoras que os homens?

Essa é uma daquelas afirmações que se consolidou no tempo, mas que o mercado vem demonstrando que não tem se sustentado, assim como a famigerada afirmativa que mulheres dirigem pior que homens, ou alguém imagina que as seguradoras dão descontos às mulheres em seus planos apenas por generosidade ao gênero?

Está mais que comprovado no setor financeiro que, em regra, os homens gastam mais que as mulheres, inclusive em supérfluos. Em recente pesquisa feita pelos cartões Itaú o resultado surpreendeu muita gente, menos os analistas de crédito e risco, em função dos dados coletados. Vamos a eles: as mulheres representam 44.7% do faturamento do setor, apesar de possuírem quase 60% dos cartões de crédito no mercado.

Fonte: Google

A pesquisa foi mais a fundo e descobriu o seguinte, enquanto os homens gastam em restaurantes, companhias aéreas, postos de gasolina, equipamentos esportivos, livrarias e vídeos, as mulheres gastam em vestuário, itens para a família e saúde. Ficou evidente na pesquisa que as mulheres gastam muito mais de seu orçamento em itens essenciais, já aos homens restaram os gastos supérfluos.

De imediato vieram duas reações à pesquisa: a primeira, “elas gastam, mas os maridos pagam”. Pois é, só tem um problema com essa afirmação. De acordo com a pesquisa 60% delas são solteiras, faltou o marido no caso. A segunda foi uma brincadeira que se difundiu em uma rede social: “um homem comprando uma calça: 6 minutos. Uma mulher comprando uma calça: 6 horas”.

Novamente, a pesquisa derruba por terra a assertiva, pois ficou evidente que as mulheres selecionam mais, são mais críticas e exigentes como clientes, portanto compram com maior qualidade. Nós homens temos um pequeno problema para roupas em geral. Para usar o exemplo da calça, a esmagadora maioria conhece dois tipos de tecidos: de brim e social, mas o segundo não é tecido.

É curioso ver prosperar um “preconceito” dessa natureza, tendo em vista que as mulheres sempre tiveram o domínio da casa e, mais recentemente, acumularam [heroicamente] as funções de seus trabalhos e suas casas, apesar de muita gente não reconhecer. Mais interessante ainda, se observarmos que o termo “economia” vem do grego para “oikos” (casa) e “nomos” (costume ou lei), daí “regras da casa”, ou, “regras do lar”, como preferir.

Ou seja, vocês sempre souberam controlar melhor o dinheiro do que a maior parte das pessoas imagina, afinal a própria ciência econômica sabia em quem confiar. Nos próximos artigos irei mostrar várias possibilidades de investimentos, poupança, no sentido de guardar capital e modalidades de planejamento financeiro para as “empreendedoras ROSA”. Até a próxima!

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