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#NI UNA MENOS

“Nenhuma a mais” foi um verso de repúdio às mortes de mulheres em Ciudad Juárez, no México. O verso de Susana Chavez Castillo determinava um limite: nenhuma morta a mais. Não aceitaríamos mais a morte mulheres. E quando falamos nós, nos referimos a todas as mulheres unidas em torno desse “NÃO” rigoroso. Um “não” capaz de nos manter unidas e solidárias. Um “não” que estabelece os limites do intolerável e do inegociável no que se refere aos feminicídios na América Latina. Um “não” capaz de criar uma comunidade.

Susana Chavez também foi vítima de feminicídio. Aos 37 anos, ela morreu por ser mulher. Morreu por defender os direitos das mulheres. Susana não é exceção. Todos os dias mulheres são mortas no mundo inteiro pelo simples fato de serem mulheres. A violência contra a mulher ocorre em todos os países, em todos os estados, em todas as cidades. A violência contra mulher não tem fronteiras. O nosso “não” coletivo também não pode ter limites. Não podemos assistir as mulheres argentinas tomarem as ruas e não fazermos do grito delas o nosso grito. O grito delas é o nosso grito. Porque a dor delas é a nossa dor: NENHUMA A MENOS/NI UMA MENOS.

Fonte da Imagem: Taringa,net Fonte da Imagem: Taringa,net

Toda participação é importante: toda mão que segurar a outra, toda voz que se levantar é importante. Mais do que isso: é a condição para que muitas mulheres não sejam mortas como Susana. Não sejam mortas como Elisa Samúdio, Eloá Pimentel, Claudia Silva Ferreira, Daniele Rodrigues Feitosa, Laís Rodrigues Castano e tantas outras mulheres brasileiras e latinas.

Mulheres que puderam ser protegidas pela nossa união: “eu me rebelo, nós existimos”. Não existe emancipação individual. É o momento de perceber que estamos interligadas, embora nossos grilhões tenham pesos diferentes: alguns mais leves, que nos permitam caminhar e ter alguma fantasia de liberdade. Outros mais pesados e imobilizadores. Estamos interligadas. Toda mulher pode morrer por ser mulher. No Brasil, a cada 90 minutos, uma mulher é morta. Um dos maiores legados de Junho é a compreensão de que as ruas são nossas. Vamos ocupá-las. A primavera é feminista. É contra o genocídio de mulheres. É sem fronteiras. É por uma liberdade real. A liberdade real é a liberdade de todas.

Não podemos aceitar que as nossas experiências sejam estilhaçadas ao ponto de não nos reconhecermos em outras mulheres. De lutarmos para sermos diferentes de outras. Para não sermos como as outras. É essa fragmentação que retirou as nossas forças. Não mais. Vamos romper estes limites estabelecidos para que não haja mobilização. Juntas somos fortes. Nenhuma mulher a menos. Nenhuma morta a mais.

Ontem, milhares de mulheres argentinas vestiram preto e pararam de trabalhar durante uma hora, das 13h às 14h. Depois, às 17h, seguiram em marchas organizadas em várias cidades do país - em Buenos Aires, a passeata saiu do Obelisco e foi até a Praça de Maio, dois pontos de referência na capital argentina.

O protesto foi organizado pelo movimento “Ni Una Menos”, que há dois anos luta pela prevenção e combate à violência contra a mulher na Argentina. Além deles, mais de 300 partidos, organizações e coletivos apoiaram o ato. Nos últimos anos, episódios chocantes de estupro e assassinato de mulheres intensificaram o apoio ao movimento e o fizeram crescer para outros países latinoamericanos, como Peru, Colômbia e Chile.

O protesto foi motivado pela indignação com o assassinato brutal da estudante Lucía Perez, de 16 anos, em Mar del Plata, no litoral argentino. Perez foi drogada, estuprada e morta por empalamento por dois homens no dia 15 de outubro.

O crime chocou o país e ocorreu uma semana depois do 31º Encontro Nacional de Mulheres, em Rosário, que além de debates sobre a pauta feminista também organizou uma marcha de protesto cujo tema era a violência contra mulher. Cerca de 70 mil pessoas participaram da manifestação.

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