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Olhar estrangeiro

Um grito de “tire-me daqui!” ecoa em minha cabeça. Em meio a um turbilhão de ideias e um barulho incessantemente igual, minha mente e corpo suplicam por uma quebra de rotina. Meu coração padece de novos olhares – para coisas, lugares e pessoas diferentes. O pedido de fuga é um sinal de que é hora de descansar dos mesmos parâmetros e buscar novos referenciais. É o meu momento de renovação!

Fonte de Imagem: Google

Não consigo descansar quando é o olhar o maior cansado da mesmice. Preciso de algo que me desperte para novas ideias e percepções do mundo e do ser humano. O estado de pleno relaxamento surge quando me deparo com o novo, com a quebra da linearidade que assombra o cotidiano.

Viajar, então, é a melhor maneira que encontrei para não só relaxar, mas expandir meus horizontes e me reencontrar em uma versão atualizada. Meu upgrade se dá conhecendo gente, cultura, sabores, cheiros, cores... tudo diferente. Se não provocar meu olhar, não me comove. E estagnação não é comigo, definitivamente.

Abrahan Maslow propôs uma escala hierárquica de necessidades do ser humano. Segundo a Escala de Maslow, as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Como necessidade básica entendemos tudo o que é fisiológico, como comer, matar a sede, dormir. Já no topo da pirâmide, consideramos o mais alto grau de realização pessoal. Ou seja, chegar ao ápice de nossa plenitude como indivíduo depende do preenchimento de uma série de lacunas que nos levam a satisfação.

Se o ser humano não tem oportunidade de explorar seus horizontes, aguçar suas percepções, ele não sana estas necessidades. Fica parado em uma parte da pirâmide, onde não tem acesso ao desconhecido, ao novo. Seu olhar é nativo, não mais estrangeiro.

Infelizmente, isso ocorre com muitas pessoas com deficiência, cuja maior prisão está na mente e não em suas cadeiras, próteses, deficiências físicas, sensoriais ou intelectuais. Sem olhar estrangeiro não se evolui. Você já pensou sobre isso desta forma? Então prepare sua percepção para roteirizar viagens e mudanças neste fim de ano. A maior transformação emana de nós mesmos.

Para empreender é preciso se reinventar sempre.

Mara Gabrilli, 45, tetraplégica, publicitária, psicóloga e deputada Federal por São Paulo.

 www.maragabrilli.com.br

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