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Onde está o seu espírito de aventura?

Por Karla Fabro

Até hoje não encontrei ou conheci alguém que me dissesse que não gosta de viajar, de conhecer lugares novos e viver novas experiências ou se conheci, não lembro. Afinal viajar é se lançar para o novo, porque mesmo quando revisitamos os lugares onde já estivemos, a experiência é sempre nova, porque nós não somos os mesmos.

Viajar requer, acima de tudo, estar disposto a se aventurar. Lembro quando era criança e visitava novos lugares, cada um deles se tornava uma aventura, quase como se estivesse numa missão ao estilo Indiana Jones.

Fonte da imagem: Estúdio Trevisart

 

Este constante espírito de aventura presente na nossa infância de alguma forma vai se apagando e esquecemos que praticamente tudo o que vivemos faz parte de uma grande aventura chamada vida.

Nós adultos, pelo menos uma grande parte de nós, quando vamos viajar tentamos fazer tudo “direito”, começando pelo planejamento, onde tentamos antecipar praticamente tudo: pesquisas, agenda, mapas, internet, revistas, aplicativos, indicações de amigos, enfim, todos os recursos disponíveis para a viagem “perfeita”.

Mas ao observarmos as crianças, notamos que os dias que antecedem a viagem parecem inacabáveis, tamanha é a expectativa para desbravar mais uma aventura no terreno desconhecido e seus planos, quando existem, normalmente são bem mais simples que os nossos, normalmente se resumem à diversão e esta vem das mais variadas formas.

Quando comecei a lembrar das viagens que fazia quando era pequena, veio à memória um dia no carro com meus pais e meu irmão, onde cada um tinha que cantar uma música. Meu irmão, que tinha apenas 3 anos, começou a cantar uma música desconhecida para meus pais e para mim, ao perguntar a ele onde tinha escutado esta música ele respondeu: “vocês não a conhecem porque só toca no meu radinho”, logo percebemos que era inventada.

Para passar o natal na casa da minha avó que ficava há intermináveis 107 km da nossa cidade, a rotina se repetia todos os anos, saindo sempre no dia 24 após as 18h. E nós achávamos ótimo, porque durante o trajeto já estaria escurecendo e nossa aventura era contar o número de árvores de natal, pinheirinhos, janelas com luzes, estrelas pisca-pisca, ou seja, tudo aquilo que tivesse luz e que representasse uma decoração de Natal. Quando víamos uma decoração diferente, um chamava o outro para mostrar e ao final víamos quem conseguiu o maior número, isso quando não nos esquecíamos de contar porque simplesmente ficávamos encantados com as decorações.

Depois de crescida sinto que o espírito Indiana Jones ainda anda por aqui, pois faz um mês que estou com o pé na estrada e a mesma sensação de descoberta segue bem presente. Parece que fiquei mais curiosa e ingênua outra vez. Meus olhos estão atentos a tudo e a todos, sons, movimentos, cores, estrutura e pessoas.Tudo me faz querer chegar perto para olhar, cheirar, conversar, provar, perguntar, pegar, literalmente como se estivesse explorando. Felizmente o espírito aventureiro não foi embora, apenas estava adormecido e dependia só de mim para que ele voltasse ao seu estado natural. Então me perguntei: “Em que momento será que deixei de ver a vida com esse olhar de aventura que tinha enquanto criança?” Será que por ter me tornado uma “adulta”, me tornei séria e as aventuras não fazem mais parte de mim?

Por isso, deixo aqui dois convites: primeiro, que vocês se lembrem de uma ou duas aventuras da infância, e segundo, que busquemos aprender mais com nossas crianças sobre como é bom ser curioso, explorar e olhar a vida como uma grande aventura.

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