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O mundo precisa de ROSAS

Por Deborah Munhoz

Durante muito tempo, fomos convencidas a viver em um mundo prático: coisas, pessoas, comidas, cabelos e roupas práticas. Eu mesma aceitei essa condição até o dia em que parei para pensar: por que somos nós, mulheres, que temos que nos adaptar? Afinal, toda essa praticidade não nos trouxe um mundo mais saudável, bonito ou confortável. Ao contrário do mundo artificial em que vivemos, a natureza segue outro caminho, e sua beleza tem seu grau de complexidade, a começar pelas cores: a natureza nunca usa um pretinho básico! O excesso de praticidade é resultado de anos de predominância da visão masculina no mundo. Ao contrário das mulheres, os homens tendem a moldar as coisas às suas necessidades e isso se reflete nas relações de trabalho, na tecnologia e até nas políticas públicas. Nós, mulheres, ao contrário, temos a tendência de nos adaptar às circunstâncias, por mais desconfortáveis que elas sejam.

Vivemos numa cultura de extremos, de excessos. A praticidade é apenas um deles. Se por um lado nossa cultura deprecia a visão e as necessidades do universo feminino, superexplora a habilidade da mulher de se adaptar. E querem que nos adaptemos a um estilo de trabalho feito por homens, para homens e para máquinas! Não é à toa que muitas vezes nos sentimos inadequadas. A cultura da velocidade nos fez abrir mão de cuidar de nossas roupas, nossos cabelos, da família, do tempo de lazer, de ir ao salão sem pressa. Sim, somos tão plásticas que nos moldamos a ponto de suportar o insuportável. Somos estimuladas a adotar o mesmo estilo de vida que sabemos que não funciona: parar de cuidar. Nesse modelo, a mulher saiu de casa, o homem não entrou na mesma proporção. Formou-se um vácuo e a educação dos filhos foi terceirizada, fazendo com que cresçam programados para a sociedade de consumo.

Fonte da Imagem: Trevisart

A revolução industrial e tecnológica trouxe a praticidade, mas também retirou a cor e a ordem do mundo. É notória a capacidade da nossa sociedade de destruir as cores da natureza para obter matérias-primas para produzir bens de consumo, que rapidamente viram lixo em nossas casas e devolvem para a natureza resíduos cinzas e pretos. Eu, no entanto, não consigo me imaginar admirando um pôr do sol com 50 tons de cinza. É preciso mudar a cultura e essa mudança passa pelo resgate da alma feminina em nós mesmas. É preciso fugir da variação entre o preto e o branco, porque o mundo é feito de uma vasta paleta de cores.

As crises social, ambiental e econômica que assolam o mundo são só aspectos grosseiros do problema. O aspecto cultural é sutil e intangível, mas profundamente poderoso. Em todas as culturas, a mulher é a grande educadora, é ela que mantém ou transforma a cultura de um povo. Assim como na história de Hans Christian Handersen, é preciso dizer que “o rei está nu”. Não somos nós que temos que abrir mão de nossas cores. É o mundo do trabalho que precisa ser urgentemente reinventado para nos receber com toda nossa natureza. É preciso introduzir a ética do cuidado no ambiente de trabalho, pois é ELA  que nos dá a perspectiva de um futuro sadio. E o cuidado vem com o amor.

Simbolicamente, o amor é representado pela cor rosa. E é dentro da perspectiva de levar a amorosidade para o mundo é que vejo o papel do Empreendedorismo Rosa. Rosa não como uma bandeira de extremos, mas de quem realiza o bom combate, como símbolo do amor responsável que dá limites, que luta pela manutenção da vida. Sim, o mundo precisa de rosas! Cabe a nós, mulheres, aprender a moldar as empresas do século XXI ao lado dos homens, para atender às necessidades humanas em harmonia com a natureza. Por uma questão de praticidade, podemos até usar o preto, o branco, o cinza, mas, em essência, como canta Ana Carolina, toda mulher gosta de rosa.

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Valorizamos a mulher e todo seu universo pessoal e profissional. Inspiramos pessoas a realizarem ações empreendedoras e intraempreendedoras, contribuindo para um mundo mais inovador e produtivo. Acreditamos que toda mulher pode fazer acontecer!

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