[ editar artigo]

Prefiro um chefe homem: Fofocando sobre as fofocas

Entre os incontáveis aprendizados de que desfrutamos no III Fórum Momento Mulher, uma estatística em especial me chamou atenção: pesquisas demonstram que as mulheres são melhores avaliadas em atributos de desempenho e liderança do que os homens, mesmo assim, ambos os sexos ainda preferem ter um chefe do sexo masculino.

Fonte de Imagem: Climb

A confrontação desses dados nos dá margem a um milhão de interpretações, entre eles o mais frequentemente defendido: a mulher enfrenta muito preconceito no mundo corporativo (coitadinha). Eu discordo. Não do fato de que sofremos preconceito, isso é incontestável (e muito sério). No entanto, penso que a questão é ainda mais profunda. Reflita você mesma e responda (sinceramente): O que você prefere? Por quê?

Provavelmente ao elaborar a questão com uma medida de honestidade muitas responderão que preferem ser lideradas por um homem, por uma questão simples: homem não faz fofoca. Essa máxima (como toda generalização) também me parece errada. Certamente homem faz fofoca, talvez eles simplesmente consigam ser mais discretos a respeito. O fato é que a fofoca, a inveja, a competição e as mulheres são frequentemente associadas no mesmo contexto. Imagino que não seja só por preconceito ou machismo.

Aposto que a essa altura do texto você mesma já tenha se lembrado daquela mulher, daquele disse-que-me-disse, daquele tapete puxado. Todas temos uma história para contar: da amiga falsa que deu em cima do seu marido até a vizinha que espalhou aos 4 ventos o quanto você engordou nos últimos meses.

Enquanto nós mulheres continuarmos nos escondendo atrás da manta da injustiça e permanecermos imersas na síndrome da “coitadinha” o mundo não vai mudar. Nem o corporativo, nem o familiar tampouco o afetivo. Vale a reflexão sobre como temos ouvido e replicado “causos” de que não sabemos, não temos certeza, e que “não são por mal”. E se antes de falar nos fizermos a pergunta: O que vou dividir agora vai agregar em algo para quem está ouvindo? É construtivo? É positivo?

A reputação de gênero é cultural e empírica, mas só vamos erradicá-la quando formos capazes de nos observarmos com sinceridade e honestidade, quando aceitarmos o desafio de mudar a nós mesmas em primeiro lugar. A mudança acontece de dentro pra fora.

Beijos de sinceridade rosa.

 

Tamara Resi é bacharel em Comunicação Social e habilitada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. É sócia – proprietária e CEO da CLIMB – Inteligência em Comunicação. Nos últimos três anos trabalhou com marketing de luxo e produção de conteúdo nas áreas de moda, beleza e bem-estar. Tem forte atuação e experiência nas áreas de branding e marketing digital, redação editorial, gestão de conteúdo, roteirização, supervisão e redação para campanhas de publicidade/propaganda. Assumiu a liderança de Marketing regional de uma organização internacional com foco no desenvolvimento de pessoas, organizando seminários e workshops. Atua também nas áreas de planejamento e execução de planos de mídia, assessoria de imprensa, direção de fotografia, media trainee marketing de relacionamento e CRM.

Empreendedorismo Rosa
Empreendedorismo Rosa
Empreendedorismo Rosa Seguir

Valorizamos a mulher e todo seu universo pessoal e profissional. Inspiramos pessoas a realizarem ações empreendedoras e intraempreendedoras, contribuindo para um mundo mais inovador e produtivo. Acreditamos que toda mulher pode fazer acontecer!

Ler matéria completa
Indicados para você