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Atenção para não cair nas armadilhas do primeiro negócio próprio.

Por Leonardo Pansardi Grisotto

O medo de empreender é normal, mas é preciso atenção para não cair nas armadilhas do primeiro negócio próprio.

Ingressar no mercado empreendedor pode ser assustador para muita gente, especialmente quando não se domina os macetes e as artimanhas do mercado de finanças. No entanto, uma boa forma de aliviar o medo de dar o primeiro passo é pesquisar sobre casos de falência e, com isso, aprender o que não se deve fazer.

Com 17 anos, trabalhava como caixa em um posto de gasolina e ao que tudo indicava em breve me tornaria o gerente. Nada mal para um jovem que ainda nem tinha carteira de motorista, mas eu sempre tive um espirito empreendedor, então buscava estar antenado nas oportunidades que surgiam ao meu redor.  Certo dia tive um insight: abrir uma banca de revistas. Na minha cidade não havia nenhuma, e os jornais e revistas eram vendidos em uma papelaria, que comercializava meia dúzia de títulos diferentes, num balcão inacessível. Minha cidade não poderia continuar daquela forma.

Fonte da Imagem: Casa, Coisas e Fatos Fonte da Imagem: Casa, Coisas e Fatos

Pedi demissão do posto e fui empreender. Não tinha conhecimento nenhum de gestão empresarial, só tinha uma oportunidade real nas mãos e uma enorme vontade de fazer acontecer. Então montei a revistaria: ela ficou linda e era muito bem localizada. Comecei fazer parcerias, promoções e atendia muito bem: tinha até cafezinho para os clientes irem lá bater papo comigo. O negócio começou a prosperar e o caixa a crescer. Nesse momento decidi investir em instalações mais modernas, mas, havia um problema: o comércio de revistas é feito por consignação com as distribuidoras, então eu tinha um monte de dinheiro na mão, mas apenas um percentual (18% pra ser exato) era realmente meu. Os 82% restantes eram das distribuidoras. Resultado: imobilizei meu capital de giro, incluindo o das distribuidoras, e todo final de mês precisava fazer milagres para quitar as faturas dos distribuidores. Para piorar fiz um empréstimo, e a bola de neve só cresceu.

Hoje vejo claramente esses dois erros muito básicos na gestão de qualquer empresa, de qualquer porte: falta de planejamento e má gestão do capital de giro. Como fui amador nesses aspectos, meu destino estava decretado: falência. Em menos de um ano, vendi a revistaria e fui fazer administração pra entender mais de negócios. O espírito empreendedor estava vivo, mas eu precisava aprender.

Normalmente quem possui esse espírito empreendedor tem muito medo de levar seu primeiro negócio à falência. No entanto, apesar dos riscos, existem algumas dicas que podem fazer você não cair no mesmo erro que eu e tantos outros já caímos.

- Pesquisa de mercado:

Antes de abrir um negócio, é imprescindível que se faça uma pesquisa de mercado detalhada, só assim o empresário terá um rumo sobre a área na qual deve investir. Pesquise as demandas da sua região, e veja se você tem condições de oferecer o que a localidade precisa. No entanto, não demore muito para desenvolver o produto: o que precisa ser perfeito é o timing de lançamento.

- Planejamento é a alma do negócio:

Empreendedores que estão começando tendem a ter dificuldade de enxergar em longo prazo. E quando se tem de conciliar planejamento em longo prazo com metas de curto prazo, complica ainda mais. É preciso um planejamento detalhado para que todos os gastos estejam dentro do orçamento, e as contas não saiam do controle.

- Misturar finanças pessoas e empresariais:

Um dos grandes erros das pequenas e médias empresas é esse. Empresários que financiam gastos pessoais com o capital da empresa são fortes candidatos a problemas administrativos (e ao fracasso).

- Controle financeiro:

O controle de uma empresa deve ser completo, e não conter apenas planilhas de contas a pagar, a receber e fluxo de caixa, como acontece com grande parte delas. Orçamento anual, balanço patrimonial, sistemas de gestão, entre outros, são partes importantes e não devem ser ignoradas.

Resumindo, não seja amador nos seus negócios! Seja a sua empresa um quiosque, escritório, loja ou indústria, o que ela precisa é de uma gestão profissional. As estatísticas não me deixam mentir: a maior parte das empresas fecham suas portas por falta de planejamento estratégico e gestão financeira. Planeje e preste atenção no capital de giro da sua empresa, pois são tópicos extremamente importantes para a sobrevivência do seu negócio.

 

 

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