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Quando o silêncio é a melhor resposta

Por Joyce Moysés

Perceber que existe a hora certa de falar e a de fazer silêncio é um magnífico exemplo de sabedoria, além de evitar estresse e poupar energia, muitas vezes desperdiçada com quem não merece. Mas, para muitas empreendedoras, isso não é fácil. Como não reagir a uma resposta agressiva daquele fornecedor? Como não interromper um funcionário que conta uma grande mentira? Como deixar passar as insinuações maldosas de uma sócia?

As muito ansiosas falam o que vem à cabeça e logo se arrependem. Em muitas ocasiões, o silêncio é a mais poderosa das respostas. Além disso, saber ouvir é ferramenta importante de comunicação por denotar respeito por quem está falando. Silêncio bem utilizado mostra maturidade, humildade, poder sobre si mesma e força interior.

Fonte da imagem: www.morguefile.com

Verdade que o silêncio pode ser confundido com fraqueza, apatia e indiferença, mas, muitas vezes, é a tática que traz os melhores resultados numa negociação, por exemplo. A pessoa se cala no momento certo, aguardando a proposta do outro lado para então tomar sua decisão. Você sabia que o silêncio é uma técnica usada pelos jornalistas para deixar o entrevistado desconfortável e acabar falando mais do que pretendia? Em compensação, quem tem “língua solta” tende a fazer concessões prejudiciais, a entregar seus segredos (e o dos outros) a quem não confia...

No meu livro Mulheres de Sucesso Querem Poder... Amar , destaco que, diante de pessoas ignorantes e prepotentes, nada do que você disser fará diferença para elas. A verdade é soberana e, mais dia, menos dia, ficará evidente. De que adianta gastar não cede?

Para você decidir quando soltar o verbo, e quando silenciar, experimente:

- Refletir - O que você vai dizer é mais importante do que o silêncio? Se não for, ficar calada é a escolha certa.

- Proteger-se da inveja - Em vez de se deixar envolver pelo calor da emoção, use sua razão e sua sabedoria antes de sair por aí contando todos os seus êxitos. Inveja existe e atrapalha.

- Empatizar - Ouvir mais e falar menos é fundamental entre chefes e subordinados. Quando você se dispõe a isso primeiro, coloca-se no lugar do outro e entende suas razões (é diferente de aceitar), deixando-o mais receptivo a acatar seus conselhos.

- Usar bem a voz - Se está decidida a falar, saiba que temos a tendência de subir o tom de voz conforme o nervosismo aumenta. Ao controlá-lo, você acalma a situação tensa, em vez de aumentar o incêndio. Há quem use como estratégia falar num tom de voz bem baixo as coisas mais duras, e assim desconcertar o outro, que terá mais dificuldade de revidar.

- Esperar - Quem trabalha com atendimento ao público, provavelmente já foi vítima da ira de um cliente. Melhor aguardar com paciência e, principalmente, em silêncio que ele termine de falar, para só então tentar acalmá-lo. Ninguém consegue segurar uma bexiga que voa sem destino pela sala com o ar escapando. Somente após cair no chão é que poderá ser resgatada.

- Posicionar-se - Se for inevitável, como brigar sem ofender? Trocando discussão por diálogo. Diga o que a incomoda como depoimento (“Eu me sinto...) em vez de acusação (“Você é um &%$#”).

- Treinar, treinar, treinar - Você levou até dois anos para aprender a falar e leva o resto da vida para descobrir quando ficar em silêncio. É um treino constante.

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