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Rede aposta na economia e moda circular para crescer no Brasil

Rede aposta na economia e moda circular para crescer no Brasil

A ideia é democratizar o acesso às peças conceituais, chegando ao máximo de brasileiros não só com a venda das peças, mas também como uma opção de negócio para empreender.

O impacto ambiental gerado pelo consumo desenfreado é tema recorrente de discussões no universo da moda. Estima-se que a cada segundo um caminhão de lixo com produtos têxteis é queimado ou despejado em aterros sanitários. Pensando nisso, empresas e consumidores começam a apostar na economia circular, um movimento que pretende acabar com o desperdício de material têxtil e que envolve desde a confecção de peças com materiais renováveis, até mesmo a transformação de peças em novos itens ou reuso delas.

E foi de olho nesse nicho de mercado que as empreendedoras Siomara Leite e Danielle Kono criaram oBrechó Agora é Meu, que vende peças de marcas famosas a preços acessíveis. “Queremos mudar a visão dos consumidores sobre os brechós. A ideia é promover o reuso das roupas, mas de maneira diferente do que estavam acostumados. Desde a seleção criteriosa até a higienização de todas as peças, tudo é feito para agregar à experiência e com a proposta de dar continuidade aos produtos que, se não esquecidos nos closets, teriam como finalidade o descarte”, explica Siomara. “É uma forma de estar na moda economizando e cooperando com a economia e moda circular, já que ela envolve não só a confecção como também o descarte ou reuso das peças”, comenta a empresária.

Localizado em um sobrado no bairro Higienópolis, em São Paulo, o espaço possui mais de 4 ambientes separados por categorias distintas e busca atingir um público interessado em roupas de marcas nacionais e internacionais à preços acessíveis. Hoje, as sócias pretendem expandir o negócio pelo Brasil através de franquias e levar essa ideia para outras regiões. O objetivo é finalizar o ano de 2019 com, ao menos, mais 5 unidades no sudeste do país, principalmente nas cidades do interior. “A ideia é democratizar o acesso às peças conceituais, chegando ao máximo de brasileiros de quaisquer níveis sociais não só com a venda das peças, mas também como uma opção de negócio para empreender, com foco em quem acredita no conceito da rede”, diz Siomara.

Para quem deseja abrir uma unidade, o valor de investimento inicial é de R$ 183.700 mil, mas existe um modelo formatado para ser mais acessível, prático e dinâmico, a nanofranquia Brechó Bag, que traz uma mala personalizada, já com estoque inicial, pelo valor de R$ 5900 mil. O faturamento da loja é estimado em R$ 50 mil, com uma lucratividade de 20%.

Empreendedorismo Rosa
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