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Viver ou morrer de tédio?

Por Mara Gabrilli

Depois de um ano cheio em Brasília e em São Paulo, minha agenda vai aos poucos ganhando brechas. Um espaço que, muitas vezes, acabo usando para trabalhar, despachando e-mails. Desde que me tornei deputada federal, a vida tem sido mais corrida que o habitual. Sou uma tetra que precisa produzir para ser feliz. E a minha agenda tem essa cara: imprevisível e inquieta. Mas, e na hora de descansar? De recarregar as energias?

Fico pensando em como deve ser difícil para muita gente lidar com a ausência de algo para fazer mesmo. Tem muitas pessoas, assim como eu, que buscam extrair o máximo de tudo que vivencia. E por mais incrível que pareça, isso inclui, sim, o tédio. Só depende de você saber como aproveitá-lo. Você já deve ter afirmado alguma vez que morreria de tédio. E pode morrer mesmo se levar em consideração que quando as pessoas ficam bastante entediadas, elas tendem a fazer coisas ou manter hábitos pouco saudáveis, como preencher a sensação de vazio com cigarros e álcool em demasia, sem falar do sedentarismo. Todo esse pacote causado pelo tédio faz com que sua expectativa de vida diminua. Exagero? Falta do que fazer? Definitivamente, não... Estou bem ocupada escrevendo agora para você.

Uma pesquisa realizada por ingleses mostrou que o tédio pode roubar alguns anos preciosos de vida. Para chegar a esse resultado, cientistas resgataram as fichas de pessoas entrevistadas entre 1985 e 1988, que informaram  o “tamanho” do tédio que costumavam sentir. Logo depois, foram atrás para descobrir quais dessas pessoas tinham morrido (e a causa da morte de cada uma). O saldo final mostrou que os mais entediados morreram mais cedo que os indivíduos satisfeitos com a vida.

Ao contrário de usar o vazio do cérebro para coisas que o prejudicam, faça do tédio seu aliado, estimulando sua criatividade e capacidade imaginativa. Grandes gênios da humanidade tiveram ideias brilhantes quando estavam se sentindo plenamente entediados. E para se livrarem da sensação resolveram colocar a cachola para funcionar.

Você não precisa levar isso tão a sério e ficar horas pensando em como se tornar o novo Steve Jobs do milênio, mas pode ter ideias que vão melhorar o seu dia a dia. Entrar em uma academia ou fazer exercícios em casa; ler livros que nunca imaginou, conhecer bandas novas, aprender um idioma, conhecer novos lugares e o melhor: conquistar espaços no cérebro ainda inexplorados...

Vamos driblar o tédio revertendo-o para ações criativas, novas e saudáveis em nossas vidas?

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