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Você conhece a si mesma? Um texto sobre mim, mas que também pode se encaixar em você!

Você conhece a si mesma? Um texto sobre mim, mas que também pode se encaixar em você!

Eu sou um ser em constante construção e em infinita mutação.

Nunca fui quieta, nunca consegui ficar parada. A vontade de conhecer o mundo, de caminhar para frente, de saber coisas novas, de conhecer pessoas novas, sempre me impulsionou.

O mundo é redondo e não para de girar sempre foi uma frase que eu disse, e essa forma redonda do mundo serve para o bem e para o mal. Pois se tudo é um círculo, tudo é um ciclo. Então, o que você faz hoje, o que planta aqui, você colhe ali na frete – para o bem ou para o mal. Eu sempre busquei plantar sinceridade, amizade e alegria, pois, na frente, quero colher luz.

Essa minha ansiedade de conhecimento, minha sede pelo novo me fez trilhar caminhos diversos pela vida. Levou-me a desbravar o obscuro em mim e a extrair do outro seu eu mais verdadeiro.

Sinto em mim uma força pulsante que parece, às vezes, não caber em meu peito. Quero sempre mais do que é bom, para mim e para os outros. Quero incentivar pessoas a se descobrirem e se desenvolverem para o bem. A palavra pode ser agregadora mas também pode destruir, por isso acredito ser tão sério o relacionamento humano e as coisas que se diz ao outro, pois até um ‘elogio’ pode ferir. Isso me faz lembrar de algo que aconteceu comigo há muitos anos, quando fazia mestrado. Neste período, ao pleitear uma bolsa de pesquisa, a discente que representava os alunos na banca disse que eu não tinha foco, sua opinião foi acompanhada por uma professora. Aquilo me desestruturou, me abalou durante muito tempo (anos, para ser mais exata). Fiquei me martirizando pela opinião de uma pessoa que achava que me conhecia única e exclusivamente por meia dúzia de informações impressas em um papel de um currículo padrão para a área acadêmica.

Mas a maturidade e, principalmente, o autoconhecimento são bênçãos que todos deveríamos buscar. E essas duas coisas me trouxeram uma “epifania” sobre mim e sobre o significado da palavra foco. Entendi que foco não é simplesmente focar em um assunto e pesquisá-lo a fundo a ponto de se tornar um conhecedor extremo de quase nada (sim, é isso que muitas vezes a academia quer: que você conheça demais, sobre assunto de menos, sobre um único ponto, um único autor), foco é começar um projeto e terminá-lo. Isso é foco. É dar continuidade ao que você se propôs a fazer enquanto aquilo faz sentido para você. Assim, sob este ‘foco’ eu sou, sim, uma pessoa focada. Muito! Nunca deixei nada pela metade, nunca comecei algo e não me propus a fazer o melhor, nunca fui rasa em meus projetos ou relações, pois tenho foco!!! E hoje eu digo isso com orgulho: sim, eu tenho foco! Não me martirizo mais por esse motivo, martirizo-me por outros novos, é claro...

E é exatamente por ter foco que entendo o quanto é importante mudar, se reinventar. É por isso que caminhei por diversas áreas do saber e linhas de aprendizagem, que fiz tantos cursos e formações diversas – e continuo e continuarei fazendo. E é por isso que agora estou passando por uma nova mutação, uma nova fase no processo de autoconhecimento. É por isso que hoje estou reformulando minhas estratégias pessoais e profissionais e redesenhando meu novo futuro. E neste novo futuro, pretendo não fazer mais do mesmo, ao contrário, pretendo motivar pessoas, encorajar decisões e ser ponte para redes a serem entrelaçadas. Esse é o meu novo foco. Que em breve será prática para além da teoria.

 

Empreendedorismo Rosa
Iaçanã Lopes
Iaçanã Lopes Seguir

Graduada em Direito, Mestre em Filosofia do Direito, Coach e Treinadora em Desenvolvimento Pessoal e de Times. Meu propósito de vida é compartilhar o que sei e fazer a diferença na vida das pessoas, auxiliando no crescimento pessoal e profissional.

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